Retrofit ganha força em prédios nas regiões centrais

19 de janeiro de 2012, por , Postado em Clipping, 0 Comentários

Há tempos, o termo retrofit tem sido pronunciado com freqüência no setor imobiliário. Porém, com os recentes aumentos no custo de obra, o mercado vem reinventando a fórmula de ganhar dinheiro com a atualização dos prédios. Por ser um negócio de risco (obra executada por outros), com custo elástico (sempre há itens não previstos) e de exposição de caixa elevada (paga-se no início pelo terreno mais a obra), o retrofit não é para amadores.

Uma saída para quem aposta no ramo de revitalização é a transformação de prédios de escritórios, transformando-os em residenciais. Qual a lógica? Existe um descolamento de preço entre o valor dos escritórios e dos apartamentos. Os prédios comerciais são precificados a partir da renda gerada, fazendo com que o valor de locação seja baixo em muitos Centros (segundo a Fipe-Zap, aluga-se a R$ 25/m² uma área comercial na República/SP). Considere ainda que a chegada de lançamentos residenciais nos bairros centrais elevou os preços do metro quadrado usados nessas regiões. É nessa diferença que se constrói o resultado e forma-se a rentabilidade, acima de 20% ao ano efetiva acima do INCC. Além disso, o retrofit é um investimento de payback mais curto, pois a superestrutura está pronta e as aprovações, mais rápidas. Que tal retrofitar seus conceitos?

Eduardo Uchita é arquiteto e sócio da IXR Property Advisory.
(artigo publicado no InfoZAP, ano 01, edição 01, mar/2012)